Esperanças de um ano melhor…

2007 já vai tarde.

This was an awful year for me. Despite the conclusion of graduation course and the admission to master course, I will miss absolutely nothing from 2007. It was a year marked by fights and discussions with my mother, my brother, with my boyfriend’s “acquaintances”. Sincerely, I’m done with this shit.

Now I have to cheer myself up. Hope 2008 to come with tons of good stuff to me. At first, I truly hope that those stupid girls don’t be accepted in this new master selection. I think that professors should accept only those who really want academic life. The ones who love to do research job. These people who want to get government job (I mean, easy job) should spend their efforts to really get it instead of wasting vacancies which could be filled with people who have vocation to study.

Ok, I have to admit – there’s some personal interest on it. Oh, c’mon, I don’t want to have the displeasure of sharing the Department corridors with that kind of people. During all of 2007, I was obligated to breath the same air as these girls. I couldn’t be able to support it any longer. That’s enough. So, to join the hunger with the need of eating, I truly hope not to meet them next year.

Yah… I’m kind of sick and tired of certain creatures’ presence.

Actually, I’ve been sick and tired of a lot of things lately – master course, this miserable scholarship life of mine, my relationship with my boyfriend and these damned girls who curse me every fucking day and night.

Honestly, sometimes I feel as if my relationship was a big mistake. I’ve been questioning many decisions taken by me in the past. Not to mention this anger and hurt and hate feeling inside my heart. Undoubtedly, this is a mix of unhealthy emotions for me. Every time I look at these girls, I can’t help but asking myself “what the fuck are you guys still doing here? Can’t you simply disappear from the earth? Can’t you simply live your stupid and poor and boring little lives far away from me?”

This would be SO welcome and SO perfect.

At least, if I didn’t see them anymore, I would not think about them the way I’m used to… When I’m close to these girls, I want them to feel miserable and destroyed. I have to confess that this makes me feel so bad and so small. But I can’t avoid this feeling. Even if I tried to be their friend, I wouldn’t be able to. Because all I see when I look at their eyes is anger and hate and disgust.

Wish I could take this shit away from me. How I wish I could look into their eyes and feel nothing. No friendship, no hate. No respect, no anger. Simply nothing. Wish they were unknown people to my eyes. Just one more person in this stupid world. But they are not. They are my enemies. And we’re not supposed to like our enemies. We shall destroy and hate them.

Nonsense words to express how nonsense I feel about my existence right now.

Off to bed.

Lack of love.

Hoje a falta é de amor.

Já se falou de tudo aqui nesse negócio. Problemas com a polícia (que, diga-se de passagem, ainda não foram resolvidos), problemas na universidade e agora problemas pessoais. Já se percebe que este blog foi criado única e exclusivamente para relato de lamentações. Bom pra mim, que descobri a fórmula mágica pra desabafar meus problemas. Os móveis e utensílios do meu quarto agradecem.

Sou comprometida, sabe. E esse meu romance atual, devo admitir, foi o mais conturbado de todos os tempos. E olha que eu já namorei vários tipos. O primeiro fez o estilo safadão: usava a desculpa de que era muito bem educado pra viver abraçado com as gurias. Namoramos mais de três anos até eu conseguir me livrar do carma – logo que passei no vestibular pra Odontologia. Ali estava eu no auge dos meus 17 anos.

O segundo era um doce (até hoje me pergunto por que não continuamos?!) Lembro-me perfeitamente de um dia em especial. Faríamos aniversário de meses (isso mesmo! Meses!) e ele me ligou como já era de costume; não nos veríamos naquele dia. Conversa vai, conversa vem e pá! Eu digo pra ele que tava morrendo de vontade de comer McNuggets. Em alguns minutos, lá estava ele parando o carro na porta de casa, dizendo que tinha gazetado inglês com um saco cheeeeeeeeio de guloseimas da Mc, inclusive os McNuggets. Ele era um homem perfeito, acho que foi essa a razão; mulheres não gostam de homens perfeitos. Vendo desde uma ótica meio cruel, hoje penso que foi até bom não termos continuado. Ele tá imenso de gordo.

O terceiro era, como já diria uma amiga minha, THE STRANGER! Totalmente anti-social, ciumento e possessivo aos extremos e muito, muuuito, infantil. Desse cara, o dia que mais me marcou foi quando ele me trancou num dos quartos do apartamento dele (esse morava sozinho – MEDO!) depois de ter arrancado o telefone da tomada. Isso tudo porque eu tinha dito que queria ir em casa, visitar minha mãe. Definitivamente estranho, não? Tá, pontos positivos dele: muito inteligente, engraçadíssimo, romântico e vindo de uma família muito legal.

O quarto era como o segundo. O genro que a mamãe tinha pedido a Deus. Piloto de avião, quase independente, alto, bonito, gentil, muito bem educado – praticamente um gentleman. Ele era sorridente, tinha uma gargalhada gostosa de se ouvir. Obviamente, tinha uma série de defeitos, né? Era duro feito um poste pra dançar e tinha uma família meio estranha do tipo: pais que não se falavam direito por causa de seus respectivos amantes. Ah, e ele não chorava. E eu tenho uma certa atração por homens que mostram suas fragilidades (seria eu emo?!).

O quinto foi a história mais louca da minha vida. Importado da Catalunya, o mais branco e mais loiro de todos. Ele fazia o estilo gringão que chega num país estranho, não entende as brincadeiras, não dança direito as músicas do lugar, não se veste de forma adequada… Enfim, conflitos, muitos conflitos culturais. Pontos positivos: conheci Ajuruteua com ele e foi uma das viagens mais legais que eu já fiz acompanhada de um namorado. Além disso, ele era inteligentíssimo, poliglota, todo bem nascido.

Aí chegou o sexto. E atual. Esse… Nem sei como começar. Pra início de conversa, foi ele quem me fez largar o estrangeiro. E ele tá bem longe de ter o biotipo do anterior, hein? Bem mais baixo, perninha grossa, morenão, feições árabes (coincidentemente, os imigrantes mais odiados pelos espanhóis ¬¬’). E detalhe: comprometido. E mais detalhe: comprometido com uma pequena da mesma Universidade que nós dois. Se é que ainda pode ter mais detalhe: a guria era, ainda por cima, do mesmo curso.

Desde o início eu sabia que tava me metendo numa teia de intrigas. Sabia que só ia dar pro meu. Aí fui sendo levada pelos meus instintos, pelos meus hormônios. Quando vi, tava apaixonada. E quando duas mulheres estão apaixonadas pelo mesmo cara, ixi. Coisa boa é que não dá. Rolou tanta merda. Um tal de termina e volta com a ex. Termina e volta com a amante (eu, no caso). Que no final das contas, todo mundo sofreu.

Aí vingou esse namoro que vive oscilando entre dois extremos. Ora uma felicidade infinita, ora uma tristeza avassaladora. Felicidade porque eu me sinto bem demais do lado dele. Ele é um fofo, carinhoso, dono do beijo mais gostoso que eu já provei. Inteligente, como já é de praxe – todos os meus namorados TÊM que ser inteligentes, e muito engraçado. E a tristeza por conta dos problemas do passado, dos fantasmas que me perseguem uma vez que eu continuo na mesma Universidade, esbarrando com a ex dia após dia. E como se não bastasse, ainda trabalhando no mesmo projeto de pesquisa.

Isso não seria nada se ELE não me causasse tantos problemas. Se ele não me escondesse tantas coisas. Sempre tem uma coisinha escondida. Um e-mail enviado pela ex no dia do aniversário. Uma conversa informal com uma amiga em que ele contava a saudade que tinha da amizade da ex. Mais um e-mail da ex mostrando que quer reatar laços. Se todas essas coisas não viessem à tona – eu pergunto – até quando isso tudo duraria? Até quando ele continuaria me dizendo que a ex não é importante? Ou que ela passa pelo corredor e pra ele tanto faz como tanto fez? Até quando ele deixaria claro, inclusive, que sente raiva dela? Até quando?

Tantas mentiras e eu fico me perguntando onde foi que eu errei. Chego à conclusão de que eu errei quando me coloquei no meio da vida dessas duas pessoas. Errei quando percebi que estava errando e persisti no erro, indo até a casa dele e roubando um beijo dele. Errei quando cedi às declarações vazias e mentirosas porque eu sabia que o nosso fica era passageiro e ele não terminaria o namoro. Errei quando depois disso tudo me apaixonei; mais uma vez eu sabia! Estava me apaixonando, mas era ela quem ele amava. E por mais que ele terminasse (como de fato terminou), era pra ela que ele iria voltar. Errei ao dar meu ombro de consolo quando depois de tantas tentativas, ela não aceitou voltar. Nesse momento, tive a chance de acertar, de dar as costas e voltar pro espanhol, mas tornei a errar quando aceitei o pedido de namoro (sim, agora era namoro – a condição pela qual até hoje, quase um ano depois, o status do meu orkut está como committed).

Historinha conturbada, não? E eu tive a chance de não passar por nada disso. Tive a chance de sair do Brasil e viver com uma pessoa maravilhosa, que me amava. Abri mão de tudo isso por um amor, meio maluco, meio selvagem, que me fez perder a cabeça. Não, eu não me arrependo. Hoje eu vejo quão sou feliz ao lado dele. Ele me completa em tudo. Ele me faz cócegas no ônibus, esquenta meu pé quando tá frio no cinema, inventa dancinhas e musiquinhas malucas quando eu tô dirigindo. Nada nem ninguém seria igual a ele!

Ainda assim, falta algo.

Falta a lealdade. Falta a consideração. Falta amor.

Hoje foi um dia difícil pra mim. Meu namoro quase terminou. No trabalho, me sinto desconfortável ao lado de uma pessoa que não me fez absolutamente nada. E sinto medo de estar certa quando digo que meu namorado já não me ama mais como antes.

Jota Quest – Só Hoje

Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa depois de um dia normal…
Olhar teus olhos de promessas fáceis e te beijar na boca de um jeito que te faça rir (que te faça rir)
Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria em estar vivo
Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre, sempre

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje

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