Fim de namoro.

Este é só mais um post. Só mais um post que fala das lamúrias de uma pessoa que cansou dessa vida de committed. Que cansou de namorar.

Eu não sei quem lê essa bodega aqui. Também não criei pra que viessem aqui e lessem o que eu escrevo. Criei esse troço pra registrar minhas fases ruins porque no futuro eu quero usá-lo pra me dar forças e pra me dar conta de tudo que eu passei no passado e de que…ei! A máxima da graduação continua funcionando: tudo sempre dá certo no final!

E não é que a ex do meu namorado (ou seria ex-namorado?!) se declarou pra ele? Enviou um email abrindo o coração… Contando que ainda o ama e yadda yadda. E não é que eu mandei um email pra ela? E ela me respondeu? E eu percebi que ela não é uma má pessoa?

Será que alguém tem idéia do quão desconfortável é vc perceber que a ex do seu namorado não é a bruxa que vc pensava que ela era? Que ela é legal e, quem sabe, até madura? E que o idiota da história é ele? O fraco é ele? O fingido? O mentiroso? O que não é digno do seu amor e da sua confiança?

Acreditem, isso tá mexendo comigo.

O que eu sinto é um mix de tantas coisas… Vontade de terminar com ele e ao mesmo tempo continuar porque, afinal de contas, eu amo esse idiota! :/ No final das contas, eu continuo enxergando coisas boas nele. Coisas que nem devem ser verdadeiras… Mas que uma vez me conquistaram e a elas eu me apeguei! :/ Sinto vontade de fazê-lo sofrer. De traí-lo com o primeiro que aparecer… Sinto vontade de sumir e de nunca mais vê-lo.

Isso é uma merda…

Tudo aconteceu no carnaval. Eu sempre soube que carnaval não era uma boa época pra mim. Não me lembro de ter boas recordações do carnaval…

Esse não poderia ser diferente, certo?

Perdi meu namorado. O único em quem eu realmente apostei minhas fichas. Não sei se devo agradecer a ele ou à ex.

Off to bed.

November rain…

November is such a terrible month for me. I have no good memories of it.

Today I’ll write about my last and bitter November.

lagrima.jpg

Antes de começar a escrever qualquer coisa, devo fazer uma observação. Esse contador anda subindo muito rápido. Será que alguém lê isso aqui?

Ok. Vamos lá. O mês de novembro está acabando e eu me sinto até bastante aliviada. Digamos que eu não guardo boas recordações deste mês maldito. E tudo começou no ano passado. Estava eu no meu último ano de faculdade, com a responsabilidade de escrever um tcc (cujo tema ainda não havia sido bem definido, by the way) e de manter um relacionamento à distância (beeeem distante).

Eis que eu faço a tal da dependência em Inglês. Até então eu não tinha feito a p*** da matéria porque pensava que ia conseguir creditar do curso que eu tinha terminado uns anos antes. O fato é que eu não corri atrás da papelada e fui protelando, protelando… quando eu vi, já tava no último ano e devendo a matéria. Tudo bem, me matriculo. Primeiro dia de aula, percebo que eu e minha amiga não somos as únicas “veteranas” na sala. Tem lá dois carinhas do curso, do penúltimo ano. Devo confessar que me senti mais tranquila por ver rostos familiares; calouros já me metem medo, sendo de Computação então… me deixam em pânico.

Os dias vão se passando e é inevitável. A amizade começa a crescer com os tais carinhas. O que antes eram apenas uns acenos no corredor viram conversas no MSN, trabalhos em grupo… em especial com um deles. E eu sabia desde sempre que ele era comprometido com uma garota. Eles estudavam na mesma sala e, obviamente, se agarravam pelos corredores da faculdade. E eu, claro, já tinha os visto centenas de vezes e achava que os dois faziam um casal até que… bonitinho.

A coisa começou a complicar quando as conversas do MSN se tornaram frequentes e evoluíram para conversas no telefone. Os assuntos eram os mais variados; ele era fofo, engraçado e muito charmoso. Sabe aquele cara que tem todo o jeito de conquistador? Era ele. E eu, né, que tava com o namorado lá na pqp, pensei “por que não? ;)”

Numa bela tarde de Outubro, eu passei por cima de todos os meus valores e fui à casa dele. Fiquei com ele assim sem sentir remorso algum. Muito pelo contrário, voltei pra casa querendo mais. E assim foi no dia seguinte. E no seguinte. Resultado, começamos a manter um relacionamento extra-conjugal. Arrumávamos formas e formas de nos encontrarmos. Até hoje me lembro de um dia que ele teve a cara de pau de ir pro cinema com as duas. A primeira sessão foi minha, a segunda foi dela. Eu sei, a situação era ruim demais. Era desrespeitosa e perigosa. E a minha intenção era essa mesma. Na minha cabeça, eu pensava: “Ah, vou pra Espanha em alguns meses… Tenho mais é que curtir meus últimos momentos de solteira ;)” E assim fomos levando.

O problema é que o esquema ficou sério. Os sábados chegavam e eu sentia ciúmes quando ele ia pra casa da tal namorada. E ele já planejava tudo, do tipo: ir pra casa dela no sábado pra poder ter o domingo livre pra mim. Por que ele não terminava com ela? Porque eu ia embora, né? Honestamente, se eu estivesse no lugar dele, não terminaria tampouco. Os dias passavam, até que no fim de Outubro, ele tomou coragem e terminou com a menina. E eu terminei com o espanhol.

A essa altura do campeonato, eu já estava envolvida demais a ponto de já ter desistido da Pós-Graduação, do casamento e de toda a vida que eu levaria na Espanha.

Nem preciso dizer que em casa, minha mãe pirou. E na faculdade, todos se voltaram contra o carinha (as amigas da namorada… natural, não?)

É nesse momento que entra o mês de Novembro. Depois que os dois terminaram, eu e ele tentamos iniciar um relacionamento, digamos, sério. Agora seria tudo às claras já que ninguém mais era comprometido. Teoricamente, as coisas seriam mais fáceis, mais legais, mais corretas, certo? Errado.

Tudo desandou. E desandou de uma tal forma que as duas semanas que se seguiram foram trágicas! Sim, já estávamos no mês de Novembro. Fatídico mês de Novembro. Tentávamos nos acostumar com essa nova vida, de namoro sério, de telefonemas para dar satisfação disso ou daquilo. Nem as idas à beira do rio (na universidade) eram as mesmas. O auge do declínio foi quando eu adoeci. Peguei uma virose dessas que aparecem sem quê nem porquê e somem da mesma forma. Passei dias em casa, muito mal, emagreci horrores. E não me senti protegida em nenhum momento por ele. Curiosamente, quem me ligava bastante na época era o espanhol. Como são as coisas…

Quando a virose passou, resolvi jogar um verde. Falei que queria conversar com ele pessoalmente. Em um relacionamento, quando uma pessoa diz isso pra outra, esteja certo de que é porque a conversa é séria mesmo. Ele se agoniou todo e perguntou o que tava me perturbando. Eu, na minha inocência, joguei mais um verde. Disse que achava que não éramos cúmplices o suficiente. Claro, eu esperava que ele fosse se desesperar! Como ele sempre fazia antes, quando eu ameaçava me afastar e acabar com nosso affair. Pra minha surpresa, no entanto, adivinhem! Ele concordou. E ainda disse mais! Disse que há alguns dias ele já vinha procurando a melhor forma de me dizer isso; que queria voltar pra ex.

Pensem vocês que meu mundo acabou nesse momento. Meu coração bateu acelerado. Eu fiquei enjoada. Faltou até o ar. Pra uma pessoa insensível como eu, que normalmente terminava com os namorados unicamente por estar cansada deles, isso é um baque. Pensei comigo: “É mais sério do que eu pensava. Estou muito apaixonada por ele. E agora ele quer a ex de volta”. Eu só conseguia pensar no que seria da minha vida a partir dali. Nas coisas de que eu havia abdicado por aquela aventura. E, claro, como toda mulher abandonada (juro, era a primeira vez que eu estava levando um fora!), não pude conter o requalque de perguntar por que ela e não eu. Honestamente, ela era tão sem graça… tão puritana… tão cheia de 9 horas… Tava na cara que eu combinava muito mais com ele!

A conversa foi na beira do rio, na universidade. Foi traumática. Eu chorei de soluçar. Pra sair dali, tive de ligar pro meu irmão ir me buscar. Por que nem pegar um ônibus eu conseguia. Foi horrível.

E pior que aquilo foram os dias seguintes. Eu me sentia vazia.

Engraçado. Acabo de lembrar que no mesmo dia que o carinha me dispensou, ele me ligou. Já era de noite. Ele chorou no telefone, dizendo que tinha pedido pra ex voltar. E que ela não tinha aceitado. O mais engraçado é que eu não consegui ser grosseira com ele. Eu nos meus dias de glória teria mandado o dito pro quinto dos infernos. Claro, sem esse eufemismo ;) Mas não foi isso que aconteceu. Eu consolei. Chorei com ele. Aconselhei. Não sei o motivo. E, sinceramente, não sei se fui otária. Só sei que ali, naquele momento, eu estava seguindo meu coração.

No dia seguinte, nós nos vimos. E ficamos. E eu voltei arrasada pra minha casa por saber que estava fazendo tudo errado. Mas eu não conseguia me conter. Já o amava. Não conseguia vê-lo sofrendo pela ex, por isso eu o ajudava. Quando ele chorava por ela no meu ombro, eu chorava com ele por dois motivos. Por ele ser cego e não enxergar que ali estava uma pessoa que o amaria com paixão pro resto da vida. E por ele estar sofrendo por alguém com quem ele não daria mais certo. Porque o tempo deles tinha passado. Por saber que ele só tava fazendo aquela confusão toda porque a guria tinha arrumado outro pretendente (rápida, não?) e ele não queria abrir mão do que era dele. Sabe quando a criança ganha um brinquedo novo, não quer mais brincar com o antigo, mas também não quer que outra criança brinque? Poisé. Era exatamente isso que acontecia. E eu via tudo com tanta clareza… E me entristecia vê-lo ali, naquela situação desastrosa.

É por isso que o mês de Novembro pra mim é tão terrível. Ele me remete a lembranças nada agradáveis e das quais eu tento me livrar até hoje e, pra falar a verdade, acho até que estou me saindo bem. O mês 11 deste ano foi bastante diferente. Hoje nós estamos juntos, felizes. Eu não duvido do amor dele. Nem tenho medo que ele faça comigo o que fez com a outra. E se um dia ele fizer, eu vou chorar, vou lamentar, vou terminar, mas vou seguir adiante. Todo mundo tem o direito de cometer erros, eu já cometi vários e não tô aqui pra julgar nem atirar pedra em ninguém.

É inevitável. Sinto uma leveza imensa sempre que acabo de escrever nesse blog. Terapia mais barata não deve existir :P

A música de hoje tem bastante a ver com o que houve no mês seguinte, em Dezembro. Mas isso fica pra um próximo post

More Than a Memory – Hoobastank

I’ve become tired of wasting my time
Thinkin’ bout choices that I’ve made
Cuz I can’t move forward while looking behind
The only thing I can do now
Is change the way that I used to be
Cuz now it seems crystal clear to me

Cuz you’re so much more than a memory
Cuz you’re so much more than a memory

It wasn’t fair for me just to go
And act like I knew what you’ve been through
Cuz I wasn’t there and I’ll never know
Couldn’t see from your point of view
But I’m doing all I can
For you to see that I understand
That I understand

You’re so much more than a memory
Cuz you’re so much more than a memory
So don’t close my door on what still can be
Cuz you’re so much more than a memory

Please don’t go cuz I finally know
That the past is gone
And I know that I was wrong
I was wrong

You’re so much more than a memory
Cuz you’re so much more than a memory
So don’t close the door on what still can be
Cuz you’re so much more than a memory

Please don’t go cuz I finally know
That the past is gone
and I know that I was wrong

Please don’t go cuz I finally know
That the past is gone
and I know that I was wrong
I was wrong…