Errar é humano… persistir no erro é burrice!

Mais um post, mais uma lamentação…

quiabolândia

Daí que eu tava trabalhando nesse projeto de pesquisa. E daí que eu já sabia que eles eram meio caloteiros. Já tinha trabalhado com eles no início desse ano e eles não tinham depositado as bolsas de ninguém (por isso o título do post de hoje). Foda… eu sabia que ia dar merda de novo. E mesmo assim, topei.

É uma corporação antiga, dirigida por pessoas antigas que ditam normas antigas. Vê se pode. Eles pedem um software (que, modéstia à parte, ia revolucionar a forma de eles trabalharem!) e querem ter o direito de pagar pelo software quando o bicho estiver pronto. Vê se pode? Vê se isso tem cabimento?

Assim não dá…

Agora vai explicar pra eles que o desenvolvimento de software de hoje em dia não é mais como o de antigamente, quando o programador sentava a bunda na cadeira e programava tipo uma noite inteira, sozinho, inspirado pelo alinhamento lunar com a 3ª estrela da constelação de Ursa Maior? (sim, isto é uma sátira. Eu não entendo PN de Astronomia…) A Engenharia de Software tá aí pra ser levada a sério. Como é que desenvolve um sistema legal se não se entende o que o cliente quer? Isso requer tempo. E o cliente… cara, cliente é a pior raça que existe no planeta. Chega a ser pior que taxista e motorista de ônibus. Mais respeito para com a fase de Engenharia de Requisitos, pelamordedeos!

Por todo esse desabafo é que eu digo e repito: não dá pra pagar o salário só no final, na entrega do produto. Então me digam como é que o analista sobrevive? Como dá pra viver trabalhando 4h/dia, durante não sei quantos meses sem receber nada? Oh God, será que sou eu a estranha aqui? Será que só pra mim que isso soa como um absuuuuuurdo?

Pausa pra um pequeno grande detalhe: esta que aqui vos escreve acaba de adquirir um singelo mimo. Um computador fudérico e, obviamente, carésimo. E agora? Como é que paga as prestações?

Ééééé, Saraaaaaaaaiva… preço… tudo na vida tem um preço… quem mandou querer fazer mestrado?!

Welcome back to the okraland! Tô lisa de novo! Mais lisa que uma plantação inteira de quiabo…

Ressentimentos de lado, a música de hoje é muito bonitinha. Baixei um cd da tal da JoJo (sim, eu gosto de ‘música dos mano’) e essa veio no meio.

JoJo – Let it Rain

Let it rain
Let it rain

From the first day I met ya
I notice your style
Had that B-Boy swagger not one of the crowd
And you talked like you knew me
Kept coming around and I fell for ya, yeah
Then as time kept going I notice somethings
Said our love kept growing
Wanted to runaway cause the situation’s in the past
Love never really last
Memories just had a hold of me

But I had to let go of the pain
Let love rain down on me (let it rain)
Cause you helped me open up my eyes
Show me things I could never see (let it rain)
Cause we can fight and we make up
Wanna see you when I wake up
I’m staying with you only (let it rain)
Cause I need you to show me how our love should really be (let it rain)

I use to wonder where were going
And where I wanted to be
Sitting alone all shocked up waiting for my destiny
Hearing songs on the radio wishing that could happen to me, oh no
Then when you came into the picture then I knew quickly
That we could build something so strong
Expect the best for the future
Forget about what used to be
I need you here all life long

But I had to let go of the pain
Let love rain down on me (let it rain)
Cause you helped me open up my eyes
Show me things I could never see (let it rain)
Cause we can fight and we make up
Wanna see you when I wake up
I’m staying with you only (let it rain)
Cause I need you to show me how our love should really be (let it rain)

Cause I see the sunlight whenever we touch
All day and all night is never too much (all that were how)
Afraid of my feelings and falling too deep
But everybodys had this happen one time or another
When you need someone to set your heart free

But I had to let go of the pain
Let love rain down on me (let it rain down down on me)
Cause you helped me open up my eyes
Show me things I could never see (let it rain)
Cause we could fight and we make up
I wanna see you when I wake up
I’m staying with you only (let it rain)
Cause I need you to show me how our love should really be (let it rain)

But I had to let go of the pain
Let love rain down on me (down on me baby)
Cause you help me open up my eyes
Show me things I could never see (let it rain)
Cause we can fight and we make up
Wanna see you when I wake up
I’m staying with you only (let it rain)
Cause I need you to show me how our love should really be (let it rain)

Let it rain
Let it rain
Let it rain

November rain…

November is such a terrible month for me. I have no good memories of it.

Today I’ll write about my last and bitter November.

lagrima.jpg

Antes de começar a escrever qualquer coisa, devo fazer uma observação. Esse contador anda subindo muito rápido. Será que alguém lê isso aqui?

Ok. Vamos lá. O mês de novembro está acabando e eu me sinto até bastante aliviada. Digamos que eu não guardo boas recordações deste mês maldito. E tudo começou no ano passado. Estava eu no meu último ano de faculdade, com a responsabilidade de escrever um tcc (cujo tema ainda não havia sido bem definido, by the way) e de manter um relacionamento à distância (beeeem distante).

Eis que eu faço a tal da dependência em Inglês. Até então eu não tinha feito a p*** da matéria porque pensava que ia conseguir creditar do curso que eu tinha terminado uns anos antes. O fato é que eu não corri atrás da papelada e fui protelando, protelando… quando eu vi, já tava no último ano e devendo a matéria. Tudo bem, me matriculo. Primeiro dia de aula, percebo que eu e minha amiga não somos as únicas “veteranas” na sala. Tem lá dois carinhas do curso, do penúltimo ano. Devo confessar que me senti mais tranquila por ver rostos familiares; calouros já me metem medo, sendo de Computação então… me deixam em pânico.

Os dias vão se passando e é inevitável. A amizade começa a crescer com os tais carinhas. O que antes eram apenas uns acenos no corredor viram conversas no MSN, trabalhos em grupo… em especial com um deles. E eu sabia desde sempre que ele era comprometido com uma garota. Eles estudavam na mesma sala e, obviamente, se agarravam pelos corredores da faculdade. E eu, claro, já tinha os visto centenas de vezes e achava que os dois faziam um casal até que… bonitinho.

A coisa começou a complicar quando as conversas do MSN se tornaram frequentes e evoluíram para conversas no telefone. Os assuntos eram os mais variados; ele era fofo, engraçado e muito charmoso. Sabe aquele cara que tem todo o jeito de conquistador? Era ele. E eu, né, que tava com o namorado lá na pqp, pensei “por que não? ;)”

Numa bela tarde de Outubro, eu passei por cima de todos os meus valores e fui à casa dele. Fiquei com ele assim sem sentir remorso algum. Muito pelo contrário, voltei pra casa querendo mais. E assim foi no dia seguinte. E no seguinte. Resultado, começamos a manter um relacionamento extra-conjugal. Arrumávamos formas e formas de nos encontrarmos. Até hoje me lembro de um dia que ele teve a cara de pau de ir pro cinema com as duas. A primeira sessão foi minha, a segunda foi dela. Eu sei, a situação era ruim demais. Era desrespeitosa e perigosa. E a minha intenção era essa mesma. Na minha cabeça, eu pensava: “Ah, vou pra Espanha em alguns meses… Tenho mais é que curtir meus últimos momentos de solteira ;)” E assim fomos levando.

O problema é que o esquema ficou sério. Os sábados chegavam e eu sentia ciúmes quando ele ia pra casa da tal namorada. E ele já planejava tudo, do tipo: ir pra casa dela no sábado pra poder ter o domingo livre pra mim. Por que ele não terminava com ela? Porque eu ia embora, né? Honestamente, se eu estivesse no lugar dele, não terminaria tampouco. Os dias passavam, até que no fim de Outubro, ele tomou coragem e terminou com a menina. E eu terminei com o espanhol.

A essa altura do campeonato, eu já estava envolvida demais a ponto de já ter desistido da Pós-Graduação, do casamento e de toda a vida que eu levaria na Espanha.

Nem preciso dizer que em casa, minha mãe pirou. E na faculdade, todos se voltaram contra o carinha (as amigas da namorada… natural, não?)

É nesse momento que entra o mês de Novembro. Depois que os dois terminaram, eu e ele tentamos iniciar um relacionamento, digamos, sério. Agora seria tudo às claras já que ninguém mais era comprometido. Teoricamente, as coisas seriam mais fáceis, mais legais, mais corretas, certo? Errado.

Tudo desandou. E desandou de uma tal forma que as duas semanas que se seguiram foram trágicas! Sim, já estávamos no mês de Novembro. Fatídico mês de Novembro. Tentávamos nos acostumar com essa nova vida, de namoro sério, de telefonemas para dar satisfação disso ou daquilo. Nem as idas à beira do rio (na universidade) eram as mesmas. O auge do declínio foi quando eu adoeci. Peguei uma virose dessas que aparecem sem quê nem porquê e somem da mesma forma. Passei dias em casa, muito mal, emagreci horrores. E não me senti protegida em nenhum momento por ele. Curiosamente, quem me ligava bastante na época era o espanhol. Como são as coisas…

Quando a virose passou, resolvi jogar um verde. Falei que queria conversar com ele pessoalmente. Em um relacionamento, quando uma pessoa diz isso pra outra, esteja certo de que é porque a conversa é séria mesmo. Ele se agoniou todo e perguntou o que tava me perturbando. Eu, na minha inocência, joguei mais um verde. Disse que achava que não éramos cúmplices o suficiente. Claro, eu esperava que ele fosse se desesperar! Como ele sempre fazia antes, quando eu ameaçava me afastar e acabar com nosso affair. Pra minha surpresa, no entanto, adivinhem! Ele concordou. E ainda disse mais! Disse que há alguns dias ele já vinha procurando a melhor forma de me dizer isso; que queria voltar pra ex.

Pensem vocês que meu mundo acabou nesse momento. Meu coração bateu acelerado. Eu fiquei enjoada. Faltou até o ar. Pra uma pessoa insensível como eu, que normalmente terminava com os namorados unicamente por estar cansada deles, isso é um baque. Pensei comigo: “É mais sério do que eu pensava. Estou muito apaixonada por ele. E agora ele quer a ex de volta”. Eu só conseguia pensar no que seria da minha vida a partir dali. Nas coisas de que eu havia abdicado por aquela aventura. E, claro, como toda mulher abandonada (juro, era a primeira vez que eu estava levando um fora!), não pude conter o requalque de perguntar por que ela e não eu. Honestamente, ela era tão sem graça… tão puritana… tão cheia de 9 horas… Tava na cara que eu combinava muito mais com ele!

A conversa foi na beira do rio, na universidade. Foi traumática. Eu chorei de soluçar. Pra sair dali, tive de ligar pro meu irmão ir me buscar. Por que nem pegar um ônibus eu conseguia. Foi horrível.

E pior que aquilo foram os dias seguintes. Eu me sentia vazia.

Engraçado. Acabo de lembrar que no mesmo dia que o carinha me dispensou, ele me ligou. Já era de noite. Ele chorou no telefone, dizendo que tinha pedido pra ex voltar. E que ela não tinha aceitado. O mais engraçado é que eu não consegui ser grosseira com ele. Eu nos meus dias de glória teria mandado o dito pro quinto dos infernos. Claro, sem esse eufemismo ;) Mas não foi isso que aconteceu. Eu consolei. Chorei com ele. Aconselhei. Não sei o motivo. E, sinceramente, não sei se fui otária. Só sei que ali, naquele momento, eu estava seguindo meu coração.

No dia seguinte, nós nos vimos. E ficamos. E eu voltei arrasada pra minha casa por saber que estava fazendo tudo errado. Mas eu não conseguia me conter. Já o amava. Não conseguia vê-lo sofrendo pela ex, por isso eu o ajudava. Quando ele chorava por ela no meu ombro, eu chorava com ele por dois motivos. Por ele ser cego e não enxergar que ali estava uma pessoa que o amaria com paixão pro resto da vida. E por ele estar sofrendo por alguém com quem ele não daria mais certo. Porque o tempo deles tinha passado. Por saber que ele só tava fazendo aquela confusão toda porque a guria tinha arrumado outro pretendente (rápida, não?) e ele não queria abrir mão do que era dele. Sabe quando a criança ganha um brinquedo novo, não quer mais brincar com o antigo, mas também não quer que outra criança brinque? Poisé. Era exatamente isso que acontecia. E eu via tudo com tanta clareza… E me entristecia vê-lo ali, naquela situação desastrosa.

É por isso que o mês de Novembro pra mim é tão terrível. Ele me remete a lembranças nada agradáveis e das quais eu tento me livrar até hoje e, pra falar a verdade, acho até que estou me saindo bem. O mês 11 deste ano foi bastante diferente. Hoje nós estamos juntos, felizes. Eu não duvido do amor dele. Nem tenho medo que ele faça comigo o que fez com a outra. E se um dia ele fizer, eu vou chorar, vou lamentar, vou terminar, mas vou seguir adiante. Todo mundo tem o direito de cometer erros, eu já cometi vários e não tô aqui pra julgar nem atirar pedra em ninguém.

É inevitável. Sinto uma leveza imensa sempre que acabo de escrever nesse blog. Terapia mais barata não deve existir :P

A música de hoje tem bastante a ver com o que houve no mês seguinte, em Dezembro. Mas isso fica pra um próximo post

More Than a Memory – Hoobastank

I’ve become tired of wasting my time
Thinkin’ bout choices that I’ve made
Cuz I can’t move forward while looking behind
The only thing I can do now
Is change the way that I used to be
Cuz now it seems crystal clear to me

Cuz you’re so much more than a memory
Cuz you’re so much more than a memory

It wasn’t fair for me just to go
And act like I knew what you’ve been through
Cuz I wasn’t there and I’ll never know
Couldn’t see from your point of view
But I’m doing all I can
For you to see that I understand
That I understand

You’re so much more than a memory
Cuz you’re so much more than a memory
So don’t close my door on what still can be
Cuz you’re so much more than a memory

Please don’t go cuz I finally know
That the past is gone
And I know that I was wrong
I was wrong

You’re so much more than a memory
Cuz you’re so much more than a memory
So don’t close the door on what still can be
Cuz you’re so much more than a memory

Please don’t go cuz I finally know
That the past is gone
and I know that I was wrong

Please don’t go cuz I finally know
That the past is gone
and I know that I was wrong
I was wrong…

Lack of love.

Hoje a falta é de amor.

Já se falou de tudo aqui nesse negócio. Problemas com a polícia (que, diga-se de passagem, ainda não foram resolvidos), problemas na universidade e agora problemas pessoais. Já se percebe que este blog foi criado única e exclusivamente para relato de lamentações. Bom pra mim, que descobri a fórmula mágica pra desabafar meus problemas. Os móveis e utensílios do meu quarto agradecem.

Sou comprometida, sabe. E esse meu romance atual, devo admitir, foi o mais conturbado de todos os tempos. E olha que eu já namorei vários tipos. O primeiro fez o estilo safadão: usava a desculpa de que era muito bem educado pra viver abraçado com as gurias. Namoramos mais de três anos até eu conseguir me livrar do carma – logo que passei no vestibular pra Odontologia. Ali estava eu no auge dos meus 17 anos.

O segundo era um doce (até hoje me pergunto por que não continuamos?!) Lembro-me perfeitamente de um dia em especial. Faríamos aniversário de meses (isso mesmo! Meses!) e ele me ligou como já era de costume; não nos veríamos naquele dia. Conversa vai, conversa vem e pá! Eu digo pra ele que tava morrendo de vontade de comer McNuggets. Em alguns minutos, lá estava ele parando o carro na porta de casa, dizendo que tinha gazetado inglês com um saco cheeeeeeeeio de guloseimas da Mc, inclusive os McNuggets. Ele era um homem perfeito, acho que foi essa a razão; mulheres não gostam de homens perfeitos. Vendo desde uma ótica meio cruel, hoje penso que foi até bom não termos continuado. Ele tá imenso de gordo.

O terceiro era, como já diria uma amiga minha, THE STRANGER! Totalmente anti-social, ciumento e possessivo aos extremos e muito, muuuito, infantil. Desse cara, o dia que mais me marcou foi quando ele me trancou num dos quartos do apartamento dele (esse morava sozinho – MEDO!) depois de ter arrancado o telefone da tomada. Isso tudo porque eu tinha dito que queria ir em casa, visitar minha mãe. Definitivamente estranho, não? Tá, pontos positivos dele: muito inteligente, engraçadíssimo, romântico e vindo de uma família muito legal.

O quarto era como o segundo. O genro que a mamãe tinha pedido a Deus. Piloto de avião, quase independente, alto, bonito, gentil, muito bem educado – praticamente um gentleman. Ele era sorridente, tinha uma gargalhada gostosa de se ouvir. Obviamente, tinha uma série de defeitos, né? Era duro feito um poste pra dançar e tinha uma família meio estranha do tipo: pais que não se falavam direito por causa de seus respectivos amantes. Ah, e ele não chorava. E eu tenho uma certa atração por homens que mostram suas fragilidades (seria eu emo?!).

O quinto foi a história mais louca da minha vida. Importado da Catalunya, o mais branco e mais loiro de todos. Ele fazia o estilo gringão que chega num país estranho, não entende as brincadeiras, não dança direito as músicas do lugar, não se veste de forma adequada… Enfim, conflitos, muitos conflitos culturais. Pontos positivos: conheci Ajuruteua com ele e foi uma das viagens mais legais que eu já fiz acompanhada de um namorado. Além disso, ele era inteligentíssimo, poliglota, todo bem nascido.

Aí chegou o sexto. E atual. Esse… Nem sei como começar. Pra início de conversa, foi ele quem me fez largar o estrangeiro. E ele tá bem longe de ter o biotipo do anterior, hein? Bem mais baixo, perninha grossa, morenão, feições árabes (coincidentemente, os imigrantes mais odiados pelos espanhóis ¬¬’). E detalhe: comprometido. E mais detalhe: comprometido com uma pequena da mesma Universidade que nós dois. Se é que ainda pode ter mais detalhe: a guria era, ainda por cima, do mesmo curso.

Desde o início eu sabia que tava me metendo numa teia de intrigas. Sabia que só ia dar pro meu. Aí fui sendo levada pelos meus instintos, pelos meus hormônios. Quando vi, tava apaixonada. E quando duas mulheres estão apaixonadas pelo mesmo cara, ixi. Coisa boa é que não dá. Rolou tanta merda. Um tal de termina e volta com a ex. Termina e volta com a amante (eu, no caso). Que no final das contas, todo mundo sofreu.

Aí vingou esse namoro que vive oscilando entre dois extremos. Ora uma felicidade infinita, ora uma tristeza avassaladora. Felicidade porque eu me sinto bem demais do lado dele. Ele é um fofo, carinhoso, dono do beijo mais gostoso que eu já provei. Inteligente, como já é de praxe – todos os meus namorados TÊM que ser inteligentes, e muito engraçado. E a tristeza por conta dos problemas do passado, dos fantasmas que me perseguem uma vez que eu continuo na mesma Universidade, esbarrando com a ex dia após dia. E como se não bastasse, ainda trabalhando no mesmo projeto de pesquisa.

Isso não seria nada se ELE não me causasse tantos problemas. Se ele não me escondesse tantas coisas. Sempre tem uma coisinha escondida. Um e-mail enviado pela ex no dia do aniversário. Uma conversa informal com uma amiga em que ele contava a saudade que tinha da amizade da ex. Mais um e-mail da ex mostrando que quer reatar laços. Se todas essas coisas não viessem à tona – eu pergunto – até quando isso tudo duraria? Até quando ele continuaria me dizendo que a ex não é importante? Ou que ela passa pelo corredor e pra ele tanto faz como tanto fez? Até quando ele deixaria claro, inclusive, que sente raiva dela? Até quando?

Tantas mentiras e eu fico me perguntando onde foi que eu errei. Chego à conclusão de que eu errei quando me coloquei no meio da vida dessas duas pessoas. Errei quando percebi que estava errando e persisti no erro, indo até a casa dele e roubando um beijo dele. Errei quando cedi às declarações vazias e mentirosas porque eu sabia que o nosso fica era passageiro e ele não terminaria o namoro. Errei quando depois disso tudo me apaixonei; mais uma vez eu sabia! Estava me apaixonando, mas era ela quem ele amava. E por mais que ele terminasse (como de fato terminou), era pra ela que ele iria voltar. Errei ao dar meu ombro de consolo quando depois de tantas tentativas, ela não aceitou voltar. Nesse momento, tive a chance de acertar, de dar as costas e voltar pro espanhol, mas tornei a errar quando aceitei o pedido de namoro (sim, agora era namoro – a condição pela qual até hoje, quase um ano depois, o status do meu orkut está como committed).

Historinha conturbada, não? E eu tive a chance de não passar por nada disso. Tive a chance de sair do Brasil e viver com uma pessoa maravilhosa, que me amava. Abri mão de tudo isso por um amor, meio maluco, meio selvagem, que me fez perder a cabeça. Não, eu não me arrependo. Hoje eu vejo quão sou feliz ao lado dele. Ele me completa em tudo. Ele me faz cócegas no ônibus, esquenta meu pé quando tá frio no cinema, inventa dancinhas e musiquinhas malucas quando eu tô dirigindo. Nada nem ninguém seria igual a ele!

Ainda assim, falta algo.

Falta a lealdade. Falta a consideração. Falta amor.

Hoje foi um dia difícil pra mim. Meu namoro quase terminou. No trabalho, me sinto desconfortável ao lado de uma pessoa que não me fez absolutamente nada. E sinto medo de estar certa quando digo que meu namorado já não me ama mais como antes.

Jota Quest – Só Hoje

Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa depois de um dia normal…
Olhar teus olhos de promessas fáceis e te beijar na boca de um jeito que te faça rir (que te faça rir)
Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria em estar vivo
Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre, sempre

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje